Luis Inácio (300 Picaretas)

•Junho 8, 2008 • Deixe um comentário

Luís Inácio” atraiu muita atenção para os Paralamas. É uma música-protesto em ritmo de rap(ou como descrito por João: “cordel em forma de baião, com roupagem funk”), cujo título e introdução vem de uma frase dita por Luís Inácio Lula da Silva em 1993(Herbert é simpatizante do PT): “Há no congreso uma minoria que se preocupa e trrabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”.

A música começa com “Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou (são 300 picaretas com anel de doutor)”. Daí vai se refletindo a opinião do brasileiro sobre a política, fala sobre os anões do orçamento(papai, quando eu crescer eu quero ser anão pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição), menciona corruptos como João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena e diz que “ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão de rádio FM e de televisão”(referência aos políticos, principalmente nordestinos, que são donos de meios de comunicação e recebem do Ministério). Tem a participação especial de Jairo Cliff (da banda reggae Lord Maracanã).

Tão logo “Luís Inácio” foi lançada, despertou a ira do procurador da Câmara, José Bonifácio de Andrada. Andrada conseguiu proibir a execução de “Luís Inácio” em um show em Brasília(sendo que a música nem constava no repertório), o que Herbert retaliou tocando como protesto “Proteção”, do Plebe Rude.

Daí começou-se uma longa discussão, na qual os legislandos queriam proibir a música (o que foi respondido por toda a imprensa como anticonstitucional), um ato que quase ressuscitou a censura. “Luís Inácio” fora apenas vetada para ser tocada em rádios e lojas de CD.

No último show de 2002, em homenagem á eleição de Lula como presidente, os Paralamas tocaram “Luís Inácio”.

Em 2005, “Luís Inácio (300 Picaretas)” foi a segunda música mais lembrada pelos leitores de O Globo para definir a crise política (atrás de É Ladrão que Não Acaba Mais”, de Bezerra da Silva).

Letra da Música:


Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

ACM e Globo – Governador da Bahia

•Junho 8, 2008 • Deixe um comentário

Logo após a eleição de Trancredo Neves para a presidencia, em 1985, ele anunciou Antonio Carlos Magalhaes como o novo ministro das telecomunicações. ACM, aliado político de Trancredo e amigo de longa data de Roberto Marinho. Apesar do falcimento de Tancredo, ACM foi confirmado como ministro por José Sarney, o vice-presidente que ficou com a responsabilidade de comandar o pais com a morte do presidente eleito.

A empresa Nec Brasil era a principal fornecedora de equipamentos de telecomunicações do governo brasileiro. Devido à problemas com a matriz japonesa da empresa, o governo resolvou suspender todos os pagamentos de serviços e produtos que eram prestados pela Nec Brasil ao governo. Como a principal fonte de rente da Nec Brasil, o governo brasileiro, estava aplicando um calote na empresa, o seu dono foi obrigado a vende-la por um preço extremamente abaixo do preço real da empresa. Estima-se que Roberto Marinho tenha pago menos de 1 milhao de dolares pela Nec Brasil, que, segundo avaliação da própria matriz japonesa, valia mais de 350 milhoes de dolares.

Em 1987, a Globo cancelou o contrato de afiliação da TV Aratu, afiliada da Rede Globo na Bahia ha 18 anos, assinando um novo contrato com a TV Bahia, propriedade de familiares e amigos de Antonio Carlos Magalhaes, entao ministro das telecomunicações. A TV Aratu, com a perda dos valores de propagandas que ela recebia por ser uma afiliada da Rede Globo, não conseguiu se manter por mais muito tempo. ACM, é claro, negou todo e qualquer tipo de favorecimento por parte de Roberto Marinho.

Em 1990, ACM foi eleito governador da Bahia. Sobre ele, haviam diversas denuncias de manipulação da midia para seu favorecimento durante as eleições, por ele, sua familia e seus amigos, controlarem a afiliada do principal meio de comunicação.

Globo e Fernando Collor – A Vitória do Caçador de Marajás

•Junho 8, 2008 • Deixe um comentário

Em 1989 o país vivia um momento político singular. Pela primeira vez em décadas, o povo poderia escolher, em eleição direta, o novo presidente. Houve vários candidatos. Até Silvio Santos lançou a sua candidatura, porém, teve que se retirar devido a irregularidades no seu partido.

Timidamente, a Globo começou a mostrar a imagem de um jovem governador de um estado do Nordeste. Sendo mostrando imagens positivas, sendo parabenizando o apresentador Chacrinha pelo seu aniversário. Mais tarde, este jovem governador foi candidato a presidente por um novo e inexpressivo partido, o PRN. Como Collor não conseguiu a maioria absoluta dos votos, foi necessária a realização de um segundo turno nas eleições, entre Collor e o ex-sindicalista Lula.

Temerosa com o discurso de Lula, a Globo começou a apoiar Collor. Varias reportagens foram veiculadas de manifestações violentas de sindicalistas, numa clara tentativa de ligar a imagem dos atos hostis ao então candidato Lula. Num debate as vésperas do dia do pleito, a Globo organizou um debate entre os dois candidatos. No dia seguinte, a Globo apresentou duas reportagens com edições totalmente diferentes sobre o debate. Uma no jornal Hoje e outra totalmente tendenciosa apoiando Collor no Jornal Nacional, concedendo um espaço muito maior no jornal para Collor exibir suas idéias. O então editor de texto do Jornal Nacional relatou o seguinte fato:

“Quando eu estava assistindo ao VT, na ilha 10, o Ronald de Carvalho entrou e disse textualmente: ‘ É para fazer uma edição com o pior do Lula e o melhor do Collor’(…) Alberico pediu que se pusessem na edição duas coisas, das quais não me lembro se eram deslizes do Lula ou falas favoráveis do Collor. Certamente não eram coisas favoráveis ao Lula. Foi uma edição manipulada.“. Além desta edição tendenciosa, a Globo apresentou uma pesquisa com perguntas muito vagas e pouco objetivas sobre ambos os candidatos, todas elas favorecendo Collor e que foram produzidas pelo instituto de pesquisa responsável por montar a imagem do então futuro presidente. Armando Nogueira, então diretor da Central Globo de Jornalismo queixou-se da edição para o dono da Globo, Roberto Marinho e saiu da empresa. Albérico de Souza Cruz, o mandante da edição, foi promovido em seu lugar.

Dias antes da eleição, as pesquisa apontavam empate técnico entre os dois candidatos, com Collor vencendo a disputa por uma margem de 1%. A eleição foi vencida por Collor por uma vantagem de 4% dos votos em relação a Lula.

Ibsen Pinheiro x Veja – Anões do Orçamento

•Junho 8, 2008 • Deixe um comentário

Os “Anões do Orçamento” foram descobertos em outubro de 1993, a partir das denúncias do economista José Carlos Alves dos Santos, integrante da quadrilha e chefe da assessoria técnica da Comissão do Orçamento do Congresso.

As revelações levaram à realização de uma CPI no Congresso Nacional que durante três meses esmiuçou o esquema de propinas montado por deputados que atuavam na comissão. Foram 18 acusados. Seis foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade.

O rastreamento das contas bancárias acabou derrubando o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB), o líder do PMDB, deputado Genebaldo Corrêa (BA) e o deputado baiano do já falecido João Alves, suposto chefe do esquema. Havia dois esquemas fraudulentos. No primeiro, parlamentares faziam emendas remetendo dinheiro para entidades filantrópicas ligadas a parentes e laranjas. Mas o principal eram os acertos com grandes empreiteiras para a inclusão de verbas orçamentárias para grandes obras, em troca de polpudas comissões.

O envolvimento de Ibsen Pinheiro com os Anões do Orçamento começou com uma edição da revista Veja, de 17 de Novembro de 1993. A história foi levada ao conhecimento do Jornalista Luis Costa Pinto, da Veja, através do então assessor Waldomiro Diniz (que voltou a cena política devido ao Mensalão).Waldomiro entregou à Veja boletos de depósitos bancários que comprovavam transferências de 1 milhão de dólares entre contas do então deputado. A história fora publicada na edição que estava sendo finalizada. Entretanto, ao verificarem as contas, viram que Waldomiro Diniz havia feito uma conversão monetária equivocada, transformando mil dólares em 1 milhão de dólares. Como já haviam sido impressas mais de 1 milhão de capas(a reportagem, com o título “Até Tu, Ibsen?” era matéria de capa da revista), a Veja conversou com o deputado Benito Gama, que foi presidente da CPI do PC que confirmou que os valores estavam corretas e a reportagem fora publicada.

Ibsen Pinheiro, então, foi massacrado pela opinião publica. Ele contratou uma empresa de auditoria que comprovou que os valores estavam errados. A CPI ignorou a auditoria e cassou o mandato de Ibsen, então presidente da Câmara dos Deputados, que, então foi condenado á ficar 8 anos afastado da vida política. Em 2000, o processo que corria contra ele no Supremo Tribunal Federal por Sonegação Fiscal foi arquivado por falta de provas. Em 2004, retornou a sua vida política ao ser o vereador eleito com a maior votação em Porto Alegre.

A história veio a tona tempos depois com todos os detalhes através do próprio ex-jornalista. Ibsen era tido como o provável pré-candidato do PMDB para as eleições presidenciais de 1994, além de ser uma figura histórica na política brasileira, pois, foi ele quem presidiu a sessão na câmara dos deputados em que foi aprovado o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Depoimento do Presidente Lula No Domingão do Faustão

•Junho 6, 2008 • Deixe um comentário

Depoimento do Presidente Lula no Domingão do Faustão, em virtude das comemorações da milésima edição do programa.

Depoimento Vereador Mauro Pereira

•Junho 6, 2008 • Deixe um comentário

Depoimento do Vereador Mauro Pereira sobre a influência da mídia na política:

Depoimento do Vereador Mauro Pereira

Entrevista Jornalista

•Junho 6, 2008 • Deixe um comentário

Entrevista com Jornalista de um grande jornal sobre o tratamento de mídia sobre as notícias:

1) Teu trabalho já teve alguma interferência no intuito de mudar o enfoque da tua matéria?

Sim, o que é relativamente normal. As matérias costumam nascer ou de fatos consumados ou de sugestões de pauta, que podem ou não vir do repórter. É no primeiro tipo que há mais interferência, na busca de “puxar o texto” sempre pelo que é mais importante jornalisticamente para o leitor. Por exemplo: um levantamento sobre resultados da segurança pública divulgado pelo Estado pode conter dados diversos como o roubo de carro vir baixando há três meses e o de homicídios ter aumentado 20% de um mês para o outro. A partir daí, não é uma decisão do repórter sozinho ver o que é mais notícia, mas sim decidir com os editores o que destacar no texto, em manchetes na capa e etc, ainda que as informações, se relevantes, acabem sendo ambas publicadas.

2) Existia algum determinado ponto de vista que vocês tinham que seguir. Ou alguma determinada linha de pensamento?

Ponto de vista, acredito que não. Linha de pensamento já é algo um pouco diferente. Pode-se dizer que há uma linha de pensamento do jornal de tentar redigir as matérias sempre pelo que é mais importante para o leitor comum (foi mais ou menos isso, acredito, que o William Bonner quis dizer certa vez ao afirmar que o Jornal Nacional era elaborado para o Homer Simpson entender – na ocasião ele foi mal-interpretado e muito criticado). Não será publicada uma matéria de aumento de alíquotas de importação, por exemplo, sem falarmos com um padeiro que precisou aumentar o preço porque o trigo é importado. E assim por diante.

Outra coisa nesse sentido diz respeito ao nascimento das matérias. Uma reportagem sobre abastecimento de energia elétrica obviamente não vai nascer quando está tudo às mil maravilhas, mas sim depois de alguém ter percebido quedas de luz constantes na sua vizinhança, por exemplo. Se a partir da apuração o repórter descobrir que aquela idéia pré-concebida, no caso de que as quedas de luz estavam mais freqüentes, era equivocada, caberá a ele sugerir que a matéria seja derrubada. Não nego que há casos em que reportagens mesmo assim acabem sendo publicadas, mas isso é uma falha jornalística facilmente identificada se a matéria for lida com atenção, pelos dados fracos que apresenta. Acaba sendo um tiro no pé contra a credibilidade do veículo.

3) Alguma vez alguma matéria que tu fez sofreu alteração para beneficiar alguém?

Não, para beneficiar não. O que acontece de forma mais freqüente que o desejável são alterações que acabam acovardando o texto. Isso ocorre especialmente em matérias que podem acabar em processos judiciais contra o jornal.

Por exemplo, eu posso ter certeza absoluta de que determinado homem matou outro, mas só poderei chamá-lo de assassino depois de ele ser condenado pela Justiça. Até lá ele será “suspeito de assassinato” ou “réu por homicídio”, de acordo com o andamento do processo. Da mesma forma, e editor só costuma autorizar a publicação de uma afirmação polêmica de determinado indivíduo se o repórter tiver uma gravação dela, por mais que ele afirme ter segurança do que ouviu.

Um exemplo recente: em 2007, o Inter contratou o técnico Gallo. No primeiro treino, o técnico colocou o goleiro Clemer na reserva. Ao fim do treino, o repórter perguntou a Clemer porque ele achava que havia sido tirado do time e recebeu a seguinte resposta: “não sei, pergunta pro Luigi (diretor de futebol), não é ele o técnico?”, dando a entender que o técnico havia agido por orientação da diretoria. A declaração foi publicada, mas não havia sido gravada. No dia seguinte, o goleiro negou a informação, o site do Inter publicou uma nota de repúdio à atuação da imprensa e os jogadores do Inter passaram a se negar a falar com o repórter, que até então cobria diariamente a rotina do Beira-Rio.

Foi um exemplo raro em que o jornal, talvez mais por descuido do que por confiança no repórter, optou por publicar uma declaração que não tinha como provar. A meu ver, a opção por publicar foi correta, mas é inegável que essa postura do Inter prejudicou a carreira do repórter por cerca de um ano. Além disso, provavelmente o jornal perderia se o Inter tivesse ingressado na Justiça contra o jornal.

Há poucas semanas, Clemer procurou o repórter reservadamente e se desculpou pelo episódio.

4) Alguma matéria foi rejeitada por não seguir alguma ideologia?

Não. Embora muitos estudantes de jornalismo e leitores não acreditem nisso, não há uma ideologia identificável no jornal. Aquela atitude já citada de acovardar textos que podem repercutir processos contra o veículo às vezes passa a impressão para o leitor de que determinado político, atleta ou outra personalidade esteja sendo favorecida, que o jornal esteja fazendo vistas grossas ou algo do gênero. Não há, entretanto, uma ideologia de direita ou esquerda, colorada ou gremista, a ser seguida pelos profissionais. Há, sim, um código de ética impresso e divulgado sobre a atuação do jornal, mas não há nada de ideológico nele.

A Influência da Mídia na Política

•Maio 26, 2008 • Deixe um comentário

O impacto da mídia no cotidiano das pessoas é evidente. Muitas recebem informações, as passam, discutem sobre elas sem ao menos terem formado a sua opinião. Apenas passam adiante as informações com a conclusão e análise que já receberam prontas e defendem a idéia fielmente.

Assim também é com a política. As informações nos são transmitidas após serem “editadas”, arrumadas ou ditas de maneira a chegar nas casas da população de melhor maneira a ajudar nos interesses deste meio. A mídia trabalha, transforma e muda opiniões, impossibilitando que as informações cheguem aos cidadãos de maneira totalmente correta, ou seja, do mesmo modo que saiu da fonte, dificultando que estes possam, aliando com sua carga de conhecimento, assimilar e chegar a conclusão do que acreditam e/ou não, ser melhor para si.

Um somatório de crime e escândalo! Esse é o perfil do noticiário brasileiro hoje. É a mídia fazendo política e dizendo que não faz; afirmando que a política é tudo de ruim que existe no país e sendo parte dela, sem assumir-se.

Nada, portanto, é mais revelador do fato de a mídia não ser apenas um poder auxiliar, conforme pensa quem a chama de quarto poder. Pelo contrário, a mídia não age apenas como mediadora entre os poderes, mas como um dispositivo de produção do próprio poder de nomeação e, no limite, também de funcionamento da própria esfera política.

Há muitos exemplos de candidaturas e outros fatos em que a mídia influencia na política. Ex: caso Collor, ACM, Ibsen Pinheiro, etc. O tempo todo, a mídia está expressando determinados interesses, expressando apoio a determinados governos, criticando outros, enfim, manipulando as idéias das pessoas.

Com essa influência, a mídia deixa de fazer existir o pensamento individual a favor da sociedade, uniformizando as opiniões.

AJMPT

•Maio 26, 2008 • Deixe um comentário

Olá, este é o blog do grupo AJMPT.

Nós somos um grupo de trabalho da disciplina de Realidade Brasileira, ministrada pelo professor Marcos Pagani.
Aqui você poderá ficar sabendo mais sobre o trabalho desenvolvido por nós.