ACM e Globo – Governador da Bahia
Logo após a eleição de Trancredo Neves para a presidencia, em 1985, ele anunciou Antonio Carlos Magalhaes como o novo ministro das telecomunicações. ACM, aliado político de Trancredo e amigo de longa data de Roberto Marinho. Apesar do falcimento de Tancredo, ACM foi confirmado como ministro por José Sarney, o vice-presidente que ficou com a responsabilidade de comandar o pais com a morte do presidente eleito.
A empresa Nec Brasil era a principal fornecedora de equipamentos de telecomunicações do governo brasileiro. Devido à problemas com a matriz japonesa da empresa, o governo resolvou suspender todos os pagamentos de serviços e produtos que eram prestados pela Nec Brasil ao governo. Como a principal fonte de rente da Nec Brasil, o governo brasileiro, estava aplicando um calote na empresa, o seu dono foi obrigado a vende-la por um preço extremamente abaixo do preço real da empresa. Estima-se que Roberto Marinho tenha pago menos de 1 milhao de dolares pela Nec Brasil, que, segundo avaliação da própria matriz japonesa, valia mais de 350 milhoes de dolares.
Em 1987, a Globo cancelou o contrato de afiliação da TV Aratu, afiliada da Rede Globo na Bahia ha 18 anos, assinando um novo contrato com a TV Bahia, propriedade de familiares e amigos de Antonio Carlos Magalhaes, entao ministro das telecomunicações. A TV Aratu, com a perda dos valores de propagandas que ela recebia por ser uma afiliada da Rede Globo, não conseguiu se manter por mais muito tempo. ACM, é claro, negou todo e qualquer tipo de favorecimento por parte de Roberto Marinho.
Em 1990, ACM foi eleito governador da Bahia. Sobre ele, haviam diversas denuncias de manipulação da midia para seu favorecimento durante as eleições, por ele, sua familia e seus amigos, controlarem a afiliada do principal meio de comunicação.

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